Home | Agenda | Discografia | Notícias | Colunas | Cobertura | Cadastro | Livro de Visita

 
Destaques
Discografia
Sua Vida
Noticias
Shows
Entrevistas
Cobertura Online
Colunas
Revistas
Galeria de Fotos
Depoimentos
Contrate o Show
Imprensa
Arez Express
Associados
Grupos
Fã Clube
Diretoria
Regulamentos
A história
Sede
Familia Arez
Cantinho do Fã
Regionais
Coordenadores
Colaboradoras
Regionais
Website
Fale conosco
Mapa do Site
WEBMAIL
 
       

REVISTAS
   

BOLERO VERDE AMARELHO

 

"Canto boleros tradicionais com roupagem moderna e também pérolas brasileiras"

A turma do Raul Gil não dorme no banquinho: em pouco tempo, vai estar ocupando todos os nichos significativos do mercado fonográfico brasileiro. Na área do romantismo com latinidade, o representante da geração “calouros de ouro” é Alexandre Arez, cujo disco de estréia, Vida, já com muitas cópias vendidas. Epa, há uma incorreção na frase anterior: este já é o terceiro disco do rapaz, neto de espanhóis nascido em São Bernardo do Campo (SP), há 31 anos.

Em 1990, ainda estudante de engenharia, ele lançou um primeiro disco, “romântico”, mas com composições próprias. Não obteve muita repercussão, mas formou-se e foi trabalhar “em uma das maiores fábricas de mortadelas do mundo”, como bizarramente frisa o texto de divulgação de seu novo cd. Um acidente automobilístico o deixou sem poder andar durante seis meses, e, em 1997, Alexandre investiu de novo no sonho: o segundo álbum, independente, incluía mais canções originais e uma regravação de “Volta pra Mim”, do Roupa Nova. Tocou em algumas rádios do interior, mas não fez sucesso o suficiente para habilitar o rapaz a abandonar a engenharia de alimentos. “Eu cheguei a entrar em crise, perguntando a mim mesmo quem iria investir em mim”, lembra.


SUAS EXPERIÊNCIAS

Alexandre passou a trilhar carreiras paralelas, cursando uma pós-graduação ao mesmo tempo em que, como crooner da banda Lay-Out, animava casamentos e formaturas. Depois de dois anos nessa vida dupla, veio a chance de brilhar no programa do Raul, investindo nos boleros. “E aí deu tudo certo...”, narra, quase comemorando de novo. Veio o contrato com a Warner/Luar e a chance de gravar um disco com arranjos de cordas e um cuidado de fazer inveja aos outros ex-calouros. E a engenharia de alimentos perdeu um bom profissional. “Fiz meu último trabalho como consultor há seis meses”, contabiliza ele.

A experiência na vida eclética de crooner lhe ajudou a “vencer o nervosismo” das aparições na TV e a afinação sempre segura, respaldada por aulas de canto lírico com Marly Teixeira, fez o resto.

Relendo boleros clássicos como “Sabor a Mi”, “La Barca” e “El Reloj”, ele explora um repertório com espaço para o tango supremo “El Dia Que Me Quieras”, "Vida”, de Peninha e Carlos Colla, “Minha Namorada” (bossa de Vinicius e Carlos Lyra), devidamente aplanada para ficar entre “Contigo en la Distancia” e “Solamente Una Vez”, e uma bem sacada versão de “Alone Again, Naturally”, flash-back setentista do efêmero Gilbert O’Sullivan (by Nelson Motta, registrada pela primeira vez por Guilherme Arantes).

Para gravar o disco, Alexandre contou com a assistência de uma chilena, garantindo o respeito à prosódia do castelhano e observando a acentuação nas “sílabas que dão o sentimento exato”. Uma preocupação saudável, considerando-se o abuso dos melismas, aquele oceano de vogais que torna amorfas as palavras e inunda as interpretações de outros ex-calouros. “O Robinson vendeu um milhão de cópias nesse estilo gospel, is so não foi problema para ele. Mas reconheço que pode haver um certo cansaço em relação a essa escola”, concede o articulado Alexandre, um intérprete que sabe que o bolero não começou com Luis Miguel, mas tem nele e em Alexandre Pires referências importantes.

Matéria extraída da publicação na Usina do Som -02/07/2002

 Multimídia 

Vida




 
   
         
 
  Apoio:

 
© copyright 2002 - Todos os Direitos são Reservados - FÃ CLUBE OFICIAL ALEXANDRE AREZ